Publicado: Segunda, 19 Agosto 2013 10:37


“Arranca hoje e por 10 dias, no recinto do Hospital Privado de Maputo, um curso de psicologia forense. A iniciativa irá ajudar a perceber sinais em indivíduos que eventualmente possam ter praticado crime e/ou vítimas.

A iniciativa é um projecto de Dália Matsinhe, psicóloga moçambicana radicada em Portugal que em conjunto com colegas seus naquele país europeu faz consulta de psicologia e vende serviços de formação.

“É pela primeira vez que promovo o curso em Moçambique. Pesou para o facto, a vontade de fazer algo por Moçambique porque eu nasci aqui e, porque conclui nas minhas pesquisas que havia uma lacuna nesta área”, explicou.

Participam no curso para além de estudantes, outros interessados da área de advocacia, medicina, enfermagem, professores, pois segundo a organizadora, a informação deste curso interessa a qualquer técnico ou profissional que trabalhe com potenciais vítimas de crimes.

O curso terá como facilitadora a Professora Helena Amaro que lecciona psicologia forense em Coimbra. Localmente, foi convidado como facilitador Félix Chamusse, que irá falar sobre a legislação moçambicana em relação à saúde mental.

Sobre a importância deste curso, ouvimos o psicólogo Narciso Faduco que deu enfoque às diferentes áreas relacionadas.

Falou da psicologia jurídica, uma vertente de estudo da psicologia consistente na aplicação dos conhecimentos psicológicos aos assuntos relacionados ao Direito principalmente quanto à saúde mental, quanto aos estudos socio-jurídicos dos crimes, quanto à personalidade da pessoa natural e seus embates subjectivos. Por esta razão, explica, a psicologia forense tem se dividido em outros ramos de estudo, de acordo com as matérias a que se referirem.

Adiantou que existem vários objectos de estudos e prática, desde a psicanálise forense mais genérica e que aborda o sistema jurídico como um todo sob perspectivas psicológicas, psicologia criminal, psicologia obrigacional e do consumidor, também designado psicologia civil, psicologia da família, psicopatologia trabalhista, psicologia trabalhista judiciária que também envolve cartórios judiciais, devido ao aumento significativo de processos.

São no total quatro horas de segunda à sexta-feira o que irá perfazer 40 horas. Dália Matsinhe disse estar com uma boa impressão à primeira vista, dada a adesão de interessados, ainda que não tenha avançado o número total de cursantes.”

LINK:http://www.jornalnoticias.co.mz/index.php/ciencia-e-ambiente/1248-maputo-acolhe-curso-de-psicologia-forense.html

Anúncios