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PSICÓLOGOS ACOMPANHAM ALUNOS APÓS DESMAIOS EM ESCOLA DE MOÇAMBIQUE —

PSICÓLOGOS ACOMPANHAM ALUNOS APÓS DESMAIOS EM ESCOLA DE MOÇAMBIQUE

PSICÓLOGOS ACOMPANHAM ALUNOS APÓS DESMAIOS EM ESCOLA DE MOÇAMBIQUE

Nampula, Moçambique, 02 jun (Lusa) – Uma equipa de psicólogos está a acompanhar 10 alunos de uma escola de Nampula, norte de Moçambique, que têm desmaiado na sala de aula, disse hoje à Lusa Francisco Armando, dirigente provincial dos serviços de saúde mental.

O caso pode estar ligado a um “transtorno emocional, uma histeria coletiva” ou ser consequência de fraca alimentação, referiu aquele responsável, acrescentando que o acompanhamento deverá durar 60 dias.

Martinho Manuel foi chamado na última semana à escola para socorrer a sobrinha, que havia desmaiado.

A aluna ficou quase três horas adormecida, disse o familiar à Lusa, e quando acordou mal conseguia falar.

Os desmaios aconteceram no último mês na escola secundária Marcelino dos Santos, mas há relatos publicados na Internet sobre casos semelhantes noutros pontos do país.

Neste tipo de situações, é comum as comunidades locais associarem os desmaios a crenças e o mesmo aconteceu em relação aos recentes episódios em Nampula.

Pais, encarregados de educação e autoridades da escola fazem uma interpretação sobrenatural do fenómeno e disseram à Lusa que acreditam estar relacionado com “espíritos de antepassados” da região onde se localiza a escola.

Joaquim Nhiga, diretor pedagógico do segundo ciclo da escola, considera que uma solução à vista é a realização “de uma cerimónia tradicional”.

No dia 28 de maio, vários alunos levaram pneus e combustível para incendiar parte do estabelecimento de ensino, julgando ser a melhorar forma de afugentar os maus espíritos.

Os alunos foram travados pelas autoridades da escola, que decidiram convocar uma reunião com os encarregados de educação a fim de se encontrar uma solução que não comprometa o normal decurso das aulas.

“Desmaios coletivos em si não são normais”, disse à Lusa a psicóloga e docente Dália Matsinhe, considerando que se trata de um processo de “auto-sugestão” que as crianças desenvolvem ao ver uma outra aluna a desmaiar.

“Tem de haver uma explicação e, na minha opinião, as crianças acabam sendo influenciadas umas pelas outras. Mas, pela gravidade do assunto, só um estudo profundo, indo às escolas, poderá identificar o problema real e a possível solução “, explicou.

Também a psicóloga Ruthe Novele considera que se trata de um “comportamento das multidões”, apontando também para a influência de uns sobre os outros.

LFO // FPA

Lusa/fim